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Sou caipira, Pirapora nossa Senhora de Aparecida...
12/10/2010 - Fonte: Sandro Silva Araujo



"... Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida. Me disseram, porém, que eu viesse aqui, Prá pedir de romaria e prece Paz nos desaventos.

Como eu não sei rezar, só queria mostrar: Meu olhar, meu olhar, meu olhar..." Este trecho, inspiração do poeta e músico Renato Teixeira, eternizou nas mentes e corações de milhares de brasileiros o significado profundo de uma peregrinação, tema que comecei abordar na edição passada de nosso jornal. Aparecida, no caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro, tem menos de 8 mil habitantes, mas todos os dias, de várias partes do país chegam grandes ou pequenas romarias - algumas são silenciosas, outras cantam hinos religiosos ou rezam um terço sem fim. Os formatos são igualmente variados: a pé, de carro, de ônibus, de bicicleta, de moto, a cavalo ou de barco, mas a finalidade, sim, é a mesma: render graças a Nossa Senhora Aparecida e o fato de ir a pé possui uma resposta monossilábica, mas infinita em significado: "Fé". Aparecida é um fenômeno, atualmente, é o lugar que mais recebe peregrinos no mundo inteiro, é o lugar de encontro com os limites da condição humana que desafia as possibilidades da ciência, é a evidência da abertura ao sobrenatural da esperança, ao sentido da vida que ultrapassa o bem-estar.

Lá no Altar de Aparecida

Encerro esta coluna com outra música, cuja autoria é do Padre Zezinho, é um relato desta experiência profunda de encontro com Deus, a Natureza e a si próprio, que se reveste uma peregrinação à Aparecida: "Em procissão, em romaria, romeiro ruma para a casa de Maria. Em procissão, feliz da vida, romeiro vai buscar a paz de Aparecida. E cada qual tem uma história pra contar e o coração de cada qual tem um motivo pra rezar. Vem pra pedir, agradecer ou celebrar, quem tem fé no infinito sabe aonde quer chegar. Eu vim de carro, eu vim de trem, eu vim a pé. Eu vim de perto, eu vim de longe, eu vim sereno, eu vim com fé. Que nem se eu fosse até o lar de Nazaré pra conversar com Jesus Cristo e com Maria e com José. Vim ver a imagem que no rio foi encontrada e sei também, sei muito bem que ela não é Nossa Senhora. Não vim falar com a imagem, não senhor, eu vim falar é com Maria que é a mãe do salvador! Tenho certeza que eu não faço idolatria àquela imagem pequenina nunca foi nem é Maria! É só sinal pra eu me lembrar da mãe de Deus que me conduz a Jesus Cristo e que me ensina a ser mais eu! Eu vim juntar a minha pobre oração, a oração da minha Igreja e de milhares, meus irmãos. Aparecida é um convite pra rezar, por isso eu venho todo ano e para o ano eu vou voltar. Estou chegando, estou feliz, feliz da vida vou rezar com minha gente lá no altar de Aparecida. E romaria a gente faz, porque acredita que a viagem vale a pena e faz a vida mais bendita...!". Amigo (a) leitor (a): até semana que vem! Prometo na próxima edição trazer as experiências desta caminhada, até porque este artigo foi escrito antes da partida...